Sinto cada gota do meu sangue.
Percebo assim que sou humana.
Amar, ouvir, compreender, lutar, errar
Tornam o processo circulatório corrosivo.
A cada instante perco um pouco de mim
Em um cenário que me é abstrato.
A pétala que pode ser lança,
O abraço seguido do choro,
O manto que traz frio.
Tudo isso envolto em delírios reais
De um ser tolo.
Conduzido a descobertas perdidas!
O neologismo talvez me ajude,
Quando o vocabulário se tornar pó.
A vivência extrapola todos os meus argumentos
Dessa frustrada busca por entendimento.
Restam-me poucas certezas.
Ou melhor, sobrevive alguma?
