Ao refluxo de pensamentos, o meu repúdio.
O cárcere fétido já não os aprisiona.
A dissimulada lucidez os fez cativos.
Ludibriando, argumentando prudência.
Cansei desse duelo mesquinho!
Agora vocês serão expelidos.
Alados, não importando mais a recepção.
Pensamentos não precisam de cortejos!
Voem por esse mundo cão.
Esqueçam suas mordaças.
Disseminem venenos e perfumes.
Suscitem repugnantes encantos.
Inebriados ao hino da liberdade,
Recitem sonetos bêbados.
Afoguem todo o receio.
E por fim, apedrejem seus túmulos.
Bem-vindos ao mundo,
Eis que a muito anseio essa chegada.

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