Aspirei à verdade.
Fiz estátuas em sua homenagem,
Condecorei seus embaixadores,
Lutei contra os seus vilões.
Desejei-a inutilmente.
E fui apunhalada pelo fingimento.
Palavras mortas,
Sorrisos cheios de paralisia,
Teatro mórbido.
E neles o anseio à minha conformação.
A hipocrisia estava fantasiada,
Esperando o ápice da simulação.
Um cinismo repentino apoderou-se de mim
E com ele, lancei mão de todo pudor.
O derramamento de saliva seria insuficiente.
Nenhum gesto seria capaz de revelar
O acúmulo da repugnância.
Resta a ti o meu absoluto desprezo.
