Quão estranha é a beleza conhecida!
A visão fica turva,
O paladar perde a sensibilidade
E a surdez assola a alma.
De tanto lapidar diamantes,
Confundo-os com granito.
Banalizo a complexidade palpável.
Inexistente, torna-se o ínfimo.
Digno de espanto?
Só a desumanidade do homem!
Contemplo um eclipse
E peço pra natureza mudar de canal.
O regresso é fascinante.
Talvez voltando a engatinhar,
Resquícios de sabedoria me alcancem.
E eu perceba que caídas as cortinas,
A luz um dia cessa
Para o sublime sopro no escuro.

Marília... não conhecia esse seu lado.
ResponderExcluirAgora os papeis se inverteram. Eu sou teu fã... hehehehe.
Muuuito bom o texto, metáforas incrivelmente bem construídas.
Texto com toque irônico, de revolta e ao mesmo tempo conformação. A tua cara.
hehehehe
Parabéns, minha escritora preferida.
Ei, foi a conversa contigo q me inspirou!
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