Os gritos do interior sufocam a alma.
Estridentes, melancólicos, perenes.
Interrompem a coagulação das mazelas
E esfacelam o aço aparente.
Na superfície das larvas,
Vejo a dialética do horror.
Destruída a utopia do monólogo,
Olho a face de cada personagem de mim.
Vorazmente tentam fugir de suas celas.
Assustada, caio no abismo da realidade
E tenho o primeiro contato com o infinito.
E agora?
Oculto o efeito do colírio?
NÃO!
Vislumbrarei tudo...
Enlaçada pela insanidade,
Caminharei lentamente.

"Destruída a utopia do monólogo,
ResponderExcluirOlho a face de cada personagem de mim.
Vorazmente tentam fugir de suas celas."
amei essa parte
valeu diogo!
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