domingo, 7 de novembro de 2010

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Os gritos do interior sufocam a alma.
Estridentes, melancólicos, perenes.
Interrompem a coagulação das mazelas
E esfacelam o aço aparente.
Na superfície das larvas,
Vejo a dialética do horror.

Destruída a utopia do monólogo,
Olho a face de cada personagem de mim.
Vorazmente tentam fugir de suas celas.
Assustada, caio no abismo da realidade
E tenho o primeiro contato com o infinito.

E agora?
Oculto o efeito do colírio?
NÃO!
Vislumbrarei tudo...
Enlaçada pela insanidade,
Caminharei lentamente.

2 comentários:

  1. "Destruída a utopia do monólogo,
    Olho a face de cada personagem de mim.
    Vorazmente tentam fugir de suas celas."

    amei essa parte

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